De 'coworking' a 'coliving': os autônomos reinventam sua forma de trabalhar

De ‘coworking’ a ‘coliving’: os autônomos reinventam sua forma de trabalhar

Herdeiros de ‘coworking’ e viajantes inveterados: ‘coliving’ se tornou forte no Brasil como uma opção a meio caminho entre o turismo e a inovação social e empresarial.

O ecossistema de trabalho colaborativo no Brasil está se expandindo e deu um salto no campo do estilo de vida. Quando alguns já se habituaram a partilhar a secretária e a jornada de trabalho com um grupo de profissionais dinâmicos num espaço de ‘coworking’, a possibilidade de dar um passo a mais e coexistir na mesma cozinha, talvez na mesma sala e até sair, apareceu juntos para pegar algumas ondas.

Estamos a falar de ‘coliving’, que completou o seu primeiro ano de vida no nosso país em pelo menos cinco espaços. Possuem outras experiências intensivas para acelerar ‘startups’, eles são direcionados aos chamados ‘nômades digitais’, mas incorporam mais um elemento na equação: trabalhar remotamente, criar comunidade e viver em um ambiente diferente.

E é que os espaços nacionais de ‘colonização’ têm um traço inegável ligado ao turismo que os afasta do original, concebido, é claro, no Vale do Silício para resolver as restrições de espaço e dinheiro dos aspirantes a ser o novo Zuckerberg. “O Brasil é um país perfeito para este modelo, devido ao clima e à situação socioeconômica”.

É o que diz ao El Confidencial a viajante Samantha Garcia, suíça que prepara a sua dissertação de mestrado sobre turismo e coworking, para quem este modo de vida “tem um grande potencial” para quem ainda não o conhece. Estas são as cinco características deste modo de vida

 

Você pode sair de casa e ver o mundo

No mundo existem mais de vinte comunidades remotas de ‘coliving’ / ‘coworking’ que se instalam -claro na Califórnia- e em destinos como Bali, Seychelles, Tailândia, Brasil, Tunísia ou Marrocos. “Percebi que poderia trabalhar onde eu quisesse, desde que houvesse WiFi, então foi muito útil ver como um nômade digital vive antes de mergulhar.” Ashley uma Americana que viaja pelo mundo e utiliza dos serviços de coworking.

Trabalhava no departamento de mídia social e marketing digital de uma ONG e precisava tirar uma folga para viajar. Mas, a partir de 1º de abril, ele começou um novo emprego que o fez pensar em como gostaria de viver. “Percebi que poderia trabalhar onde quisesse, desde que houvesse WiFi, então foi muito útil para mim ver como vive um nômade digital de sucesso antes de mergulhar”, lembra ele.

E sabe-se: “Sou uma versão melhor de mim mesmo quando estou daqui para lá.” “Não se trata de dizer ‘que legal eu sou’”, diz Edu, da Sun and Co. “A história do trabalho remoto não pode ser entendida como se você tivesse que ir à Tailândia beber mojitos por pouco, você também pode ir, para a cidade com a sua avó ou reconciliar se tiver família”, esclarece.

 

Criar (na) comunidade

Quem decide dar o passo e passar o tempo – a média é entre três semanas e um mês e meio – em um espaço desse tipo é obrigado a morar, cozinhar e dividir o espaço de trabalho e até mesmo os planos de lazer com outras pessoas.

Como freelancer trabalhando em casa, em alguns casos você terá que cuidar da limpeza e da ordem, mas há uma diferença, a empresa. “Oferecemos espaços pensados ​​para ‘nômades digitais’, equipes de startups que chegam um mês e lutam contra o problema da solidão”, explica Edu, administrador e anfitrião da Sun and Cia.

Justamente, ressalta, a parte do “componente humano “é o que menos se fala nestes casos e talvez o mais importante”, afirma, porque é “como uma pequena comunidade familiar em que se desenvolvem novas ideias de negócios.

Na verdade, cada vez que alguém pede, pode ser realizado um “mandante”: uma reunião em que um problema é levantado e o grupo propõe ideias, toma notas e ajuda a resolver esse cenário.

 

Fator econômico

Não é o mesmo que pagar por um quarto em um apartamento compartilhado do que pagar por uma experiência completa em um ‘coliving’. O perfil dos “colivers” ou aquele outro termo ainda não inventado atribui em média um mês e meio a esta experiência a preços que variam entre 30 e 70 reais por noite dependendo do alojamento escolhido é privado, duplo ou quarto compartilhado. Entre eles, há pessoas de vinte e trinta e poucos anos a pessoas que ultrapassam meio século de vida.

 

Equilíbrio na vida profissional? Não! Harmonia

A principal crítica a estes espaços que se propõem a trabalhar e viver dentro dos mesmos muros questiona a fragilidade da fronteira entre a vida pessoal e profissional. Mas Matias Bonet, da Bed and Desk, explica que não se trata de equilíbrio entre as facetas da vida, mas de procurar outra filosofia de vida que nos permita usufruir desse equilíbrio. “O espírito não busca tanto fazer uma empresa, como no Vale do Silício, quanto viver e trabalhar ao mesmo tempo. O conceito de ‘workation’ não implica apenas estar de férias”, acrescenta.

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